sábado, 26 de março de 2011


As gotas de sangue amargo pareciam cair com delicadeza sobre o chão, dor a desatinar-me, eis o Desgraçar de minha Carne
 
Sangue ardente sobre o chão
Esperava eu por dor maior.
Logo que a coragem estava possuindo-me
Posto que aquela faca estava tão longe de mim

Não chorei
Simplesmente por que meu pranto já estava cansado
De ser derramado
Por quem não merece uma gota dele

Eis que era
Minha primeira automutilação
Naquele ambiente
O cheiro de sangue, cigarro e desgraça.

Perante tanta dor
Eu me sentia mais forte, a medida de cada corte.
Porém, a cada vento que soprava em minha direção.
Trazia cosigo uma voz...

Que gritava insistentemente
“Seu lugar é o inferno!”
“Seu lugar é queimar!”
Cai sobre as gotas de sangue no chão.
                                                                                                                                             Rodrigo Almeida

segunda-feira, 21 de março de 2011

Enquanto as gotas de chuva molhavam o papel, minha alma sentia a dor do sangue que lutava para continuar naquela veia suja, queria eu adormecer e ter um Sonho de inverno...

Eu vi o que seus olhos não podem ver
Prefiro teu olhar sagaz
A ter a sombra dos teus pesadelos

Burlando os extremos
Buscando o brilho das estrelas
Preferindo a morte

És que não luta pela vida
Porém, dei-me por vencido
Desde quando cai em sono profundo

Não sei se sabes
Mais estamos sonhando
Porém, esta cabine escura

Não é pra mim tão real
Todos os dias, eu tenho medo
De mim mesmo

Porque, lá na minha casa tem um poço
Mais tenho receio
Pois ali existe água tão cristalina

Que acho este sangue
Que circula em minhas veias
Não merece aquela água.


Rodrigo Almeida
 
Meus devaneios são incoerentes, como posso manter minha vida dessa forma, quero ao menos que Desperte-me ...

Eu não sabia por qual caminho seguir
Não se via luz
Só se via medo
Só se via erro

Porque meus passos
Sempre me fizeram voltar ao ponto inicial
Nem sempre o correto é tão concreto

És que prefiro errar e ser feliz
A ver tua felicidade
E derramar minhas lágrimas

Talvez eu seja realmente muito egoísta
Insensato e Mesquinho
Porém, não sou esse poço de medo e rancor

Erro sem medo
Porque meus medos constroem minha alma
Faz me aprender que este mundo tão sujo e injusto
Também é belo

Mais eu não vejo tanta alegria assim
Ensinaram-me a ignorar o medo
E a mostrar-lhe os dentes
Mantenha viva a esperança.


Rodrigo Almeida

Sem muito a dizer deixo minhas primeiras palavras, e minhas gotas de sangue...


Melancolicamente sem sentido
Ela se foi
A vida sempre foi assim

Diga-me o sentido dela
Responda-me porque temer?
Não sabia se ria ou chorava

Por que a decepção chocava
Desmoronava terras
Destruía espaços

As esperanças de uma jovem em pedaços
Ainda me lembro do seu sorriso
Inquieto e Obscuro

Maldade, Crueldade
Amor, Paz
Sempre me deixou com incógnitas em mente

Ela era diferente
Até o dia em que buscou calma e paciência
E se perdeu

Olhar para frente é difícil
Imagine olhar para trás
As longas esperanças de uma família
Deformadas na fumaça

A desgraça que ainda parece estar por aqui
Um dia, outro dia
Sorriu-me

Rodrigo Almeida