segunda-feira, 21 de março de 2011

Enquanto as gotas de chuva molhavam o papel, minha alma sentia a dor do sangue que lutava para continuar naquela veia suja, queria eu adormecer e ter um Sonho de inverno...

Eu vi o que seus olhos não podem ver
Prefiro teu olhar sagaz
A ter a sombra dos teus pesadelos

Burlando os extremos
Buscando o brilho das estrelas
Preferindo a morte

És que não luta pela vida
Porém, dei-me por vencido
Desde quando cai em sono profundo

Não sei se sabes
Mais estamos sonhando
Porém, esta cabine escura

Não é pra mim tão real
Todos os dias, eu tenho medo
De mim mesmo

Porque, lá na minha casa tem um poço
Mais tenho receio
Pois ali existe água tão cristalina

Que acho este sangue
Que circula em minhas veias
Não merece aquela água.


Rodrigo Almeida
 

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