Enquanto as gotas de chuva molhavam o papel, minha alma sentia a dor do sangue que lutava para continuar naquela veia suja, queria eu adormecer e ter um Sonho de inverno...
Eu vi o que seus olhos não podem ver
Prefiro teu olhar sagaz
A ter a sombra dos teus pesadelos
Burlando os extremos
Buscando o brilho das estrelas
Preferindo a morte
És que não luta pela vida
Porém, dei-me por vencido
Desde quando cai em sono profundo
Não sei se sabes
Mais estamos sonhando
Porém, esta cabine escura
Não é pra mim tão real
Todos os dias, eu tenho medo
De mim mesmo
Porque, lá na minha casa tem um poço
Mais tenho receio
Pois ali existe água tão cristalina
Que acho este sangue
Que circula em minhas veias
Não merece aquela água.
Rodrigo Almeida
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